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20 de abril de 2018

Inteligência artificial e gestão


Recursos tecnológicos se mostram grandes aliados para orientar a tomada de decisões na condução dos negócios

O varejo é um processo dinâmico que busca atender o consumidor nas suas mais diferentes necessidades. Nesse sentido, estão surgindo algumas práticas que pretendem melhorar o entendimento sobre o perfil do consumidor, coletando o máximo de informações sobre seu comportamento e suas preferências, a fim de elaborar estratégias direcionadas a atender a tais demandas.

Uma delas é a chamada “inteligência artificial”. Com essa tecnologia, mediante dados coletados é possível conhecer de que forma o consumidor pensa e como ele reage diante de certas situações. Esse conhecimento permite aos empresários elaborar políticas e definir procedimentos que possam alcançar a excelência nas vendas e no atendimento ao cliente. Por sua vez, o consumidor percebe que suas preferências individuais estão sendo consideradas e valorizadas, o que fortalece sua identidade com o estabelecimento.

É importante conhecer de que maneira tais informações são obtidas. Todos os dados são coletados e armazenados em grandes bancos de dados, chamados “Big Data”. Eles reúnem uma imensa quantidade de fatores que impactam na decisão da compra. Esse manancial de dados é cuidadosamente estudado e analisado, resultando num rico conjunto de informações.

A interação entre o Big Data e o uso da inteligência artificial tem trazido ao varejo grandes ganhos. Os benefícios obtidos são muitos e geram indicadores positivos para o varejo. Tais dados podem ainda ser segmentados, aprimorando a análise.

Mas que tipo de informação consta no Big Data? Há uma enorme diversidade que vai desde dados pessoais obtidos de redes sociais e informações de transações comerciais até perfil do consumidor (como idade, práticas, localização, frequência e potencial de consumo) e hábitos de consumo, dentre outras inúmeras informações. Variadas também são as formas de coletar todas essas informações, o que pode ser feito por meio do uso de cartões de crédito, redes sociais, códigos de barras, sensores, celulares, entre outros.

No Big Data, o importante não é quantidade de dados armazenados. O que vale ouro é a qualidade desses dados: ou seja, as informações que poderão nortear ações estratégicas. Com dados qualitativos fornecidos por ele, é possível analisar logística, estoque, promoções, liquidações, ponto comercial, investimento, redução de custos e novos desenvolvimentos de produtos e serviços. Todo esse conhecimento permite tomar decisões inteligentes sobre dados reais, e não mais com base em hipotéticos. Pode-se, por exemplo, identificar falhas, promover determinados produtos identificados, identificar carteiras de risco, detectar e evitar fraudes, entre tantas outras possibilidades.

Gerenciar um negócio é uma tarefa que exige muito do empreendedor. Esse cenário é ainda mais desafiador para as pequenas e médias empresas, já que muitos desses empreendedores trabalham sozinhos ou com uma equipe reduzida no gerenciamento da empresa.

Nesse sentido, os recursos tecnológicos têm se mostrado grandes aliados desses empresários. Nos últimos anos, com o crescimento da tecnologia e, principalmente, do acesso à internet no País, a cada dia surgem novas ferramentas, como é o caso da utilização da inteligência artificial para auxiliar na gestão do negócio.

 

Economix 02/2018 nº95 (FecomercioSP)

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