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14 de setembro de 2018

Empresário deve flexibilizar opções de pagamentos


FecomercioSP sugere ações de fidelização dos clientes e divulgação do negócio nas redes sociais

O empresariado brasileiro deve continuar a flexibilizar as opções de pagamentos aos consumidores, além de iniciar ou ampliar ações de fidelização para conquistar novos clientes e manter os atuais.

Divulgar o negócio nas redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter, é outra maneira de potencializar as vendas. Nesses casos, é preciso manter a página constantemente atualizada com conteúdo específico e usar os canais para estreitar a comunicação com o consumidor. Isso envolve análise e respostas a críticas e sugestões.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), essas estratégias são necessárias porque o baixo crescimento econômico e o desemprego elevado nos últimos anos prejudicam o orçamento doméstico. Outro ponto observado pela Entidade é que as famílias podem ter elevado os gastos nas férias recentes de julho, e isso dificultou o controle das contas no mês de agosto.

As constatações foram feitas pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela FecomercioSP. Ela aponta que, no mês passado, a taxa de famílias que não conseguiram quitar alguma dívida na data do vencimento chegou a 20,4%, o maior valor desde maio de 2012. Atualmente, 797 mil lares estão nessa situação. A diferença para 2012 é que, naquele período, a inadimplência ficou pouco acima de 20% por dois meses e, na sequência, voltou a um patamar mais adequado. Neste ano, a inadimplência permanece acima dos 19% desde março.

Entre os inadimplentes, o tempo de pagamento em atraso ficou, em média, em 68 dias, maior patamar deste ano. O maior porcentual está no prazo superior a 90 dias, com 56%. O restante fica dividido de forma equilibrada: de 20,2% para até 30 dias e 22,2% entre 30 e 90 dias.

Não há indícios de que o quadro mude no curto prazo, e para setembro, a inadimplência deve seguir em patamares elevados – 9,6% das famílias declararam não ter condições de pagar as contas em atraso no próximo mês, maior nível desde agosto de 2004, ano de início da pesquisa. São 376 mil famílias que integram esse quadro mais delicado. Confira a matéria completa aqui.

 

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